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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

ALGUNS ARTIGOS EM ELABORAÇÃO



Neste momento estão a ser elaborados artigos e reunidas fotos sobre os seguintes destinos : China ( Pequim, Xian e Shangai ) , Moçambique ( Maputo e Bazaruto ) , África do Sul ( Parque Krugger ) , Rússia ( Moscovo e São Petersburgo ) . E como desde logo foi meu objectivo dar a conhecer caminhos interessantes a percorrer dentro do nosso país começarei por me aventurar num Percurso Camiliano, em homenagem a Camilo Castelo Branco, e um percurso por uma das serras mais bonitas de Portugal, a Serra do Alvão ( de Vila Real a Mondim de Basto ).




sexta-feira, 24 de agosto de 2007

TUNISIA- HAMMAMET E DESERTO DO SAHARA


Informação útil 1 euro= 1,70 dinar / 1 dinar = 0,60 €

Neste Verão fomos de férias para a Tunísia durante 7 dias. Saímos do Porto no dia 15 de Agosto, já passava das 23 horas, e chegamos à capital, Tunes, cerca das 2 horas da manhã locais ( na Tunisia a diferença horária é de uma hora a mais relativamente a Portugal Continental ). A companhia aérea foi a Tunisair, que prestou um serviço de qualidade regular, e o operador turistico a Iberojet. À chegada correu tudo bem, fomos transportados ao hotel com a rapidez possivel. Ficamos instalados no Hotel Hammamet Garden Resort que fica exactamente entre a parte antiga da cidade ( onde se situa a velha e original Medina ) e a parte nova chamada Hammamet Yasmine ( onde também há uma medina mas muito recente ....algo semelhante a um centro comercial ao ar livre ).
O Hotel era um quatro estrelas ( a recomendação básica aqui é que não fiquem num hotel abaixo desta categoria ), muito embora, como muitos outros hoteis ( conforme pudemos apurar junto de outros turistas, nomeadamente, espanhois e portugueses ), não merecesse, em nossa opinião, classificação superior a três estrelas. É certo que tinha razoaveis estruturas, duas piscinas, um serviço de refeições razoável.....no entanto, faltavam aqueles pequenos detalhes que fazem a diferença entre uma e outra categoria. Claro que não nos podemos esquecer que estamos num país arábe.... E aqui permito-me fazer um comentário pessoal : não me parece que seja legitimo irmos para a Tunísia ou para qualquer outro país arábe com a ideia de que vamos ficar numa qualquer cidade europeia com hábitos semelhantes aos nossos. Há sujidade....e isso não devia ser habitual em nenhum país; contudo temos de respeitar e aceitar as culturas diferentes, ou então optamos simplesmente por não visitar este tipo de países. Ainda assim, como poderão ver mais à frente....a zona de Hammamet quando comparada com a parte sul do país é...quase limpa.



Outro conselho que dou é que dispensem o Regime de Tudo Incluido ( TI ). Algumas agências, como a nossa de resto, vão dizer que é o melhor sistema, até porque é um pouco perigoso comer fora dos hoteis, dada a falta de condições de higiene em restaurantes locais. É claro que todo o cuidado é pouco com a comida e com as bebidas consumidas. A àgua deve ser bebida somente se servida em garrafa devidamente fechada; deve-se evitar comer a fruta com a casca e outros vegetais que não tenham sido previamente cozinhados.
No entanto, em Hammamet a oferta é tanta e tão variada...com restaurantes com excelente aspecto ( por vezes melhor até que o próprio hotel ) que, tendo cuidado com escolha, penso que é possivel fazer uma refeição segura. De resto, e digo por experiência própria, o próprio hotel não é garantia. Passados 4 dias eu própria me senti mal com comida aí confeccionada.
Outra razão para não optar pelo TI é, em primeiro lugar, o facto de " tudo " não ser efectivamente " tudo " já que não estão incluidas bebidas brancas; e em segundo lugar, a fraca oferta de snacks entre as refeições. A título de exemplo, no hotel onde ficamos, os sancks eram invariavelmente constituídos ou por pizza ( mal confeccionada, na minha opinião) ou por crepes.
Temos dois reparos a fazer à Iberojet. Por um lado, o facto de imporem aos seus clientes, após uma viagem de avião e uma noite de apenas 4 horas de sono, uma demonstração, logo ao inicio da manhã, das excursões opcionais e, pior, uma necessária escolha imediata. O inevitável cansaço e a nenhuma habituação à unidade monetária local e respectivas taxas de conversão podem impedir na minha opinião, uma escolha acertada. Por outro lado, o facto de os seus clientes terem tratamento diferente durante as mesmas excursões organizadas por este operador. Na verdade, em conversa com um casal português que também viajava pela Iberojet mas que havia ficado instalado em Sousse descobrimos que na excursão ao deserto tinham sido presenteados com um almoço num maravilhoso hotel ainda perto do deserto. Situação que não aconteceu com o nosso grupo que saía de Hammamet, pois tivemos que fazer a mesma refeição num restaurante de média/baixa qualidade.


As férias propriamente ditas.....



Decidimos começar pelo merecido descanso. Assim, dividimos os 4 primeiros dias entre a praia, as piscinas do hotel e os passeios por Hammamet.





A praia tinha a mesma limpeza de uma qualquer praia portuguesa. O lixo que na areia se podia encontrar era o resultado não só dos hábitos pouco asseados dos àrabes mas também dos turistas estrangeiros que frequentam a praia. Existem caixotes do lixo em todos os cantos e cinzeiros devaixo de cada toldo mas ainda assim o " bom " turista, no seu esforço de adaptação, deita o seu lixo na areia. O acesso à praia encontra-se, no entanto, bastante sujo e degradado.
A água era quente. Muito muito boa. Aí podem assistir a um espetáculo que, para mim, era impensável. Mulheres árabes a tomar banho vestidas dos pés à cabeça com lenço e tudo. Hilariante. O calor é muito e mesmo tendo chovido e trovejado um pouco numa das noites, no dia seguinte estava tudo normal para mais um magnifico dia de praia.
A nossa primeira visita foi à Medina velha na parte norte de Hammamet. Tem oferta de tudo o que se possa imaginar: tatuagens, louça, artesanato, roupa, outros artigos de decoração, etc.E tudo para comprar depois de gastar bem a voz a " marralhar " os preços. O preço pedido é sempre 5 a 6 vezes superior ao preço normal. É uma actividade que, na minha opinião, tem interesse apenas nos primeiros minutos...porque além de ser verdadeiramente extenuante eu fiquei com a nítida sensação de que por muito que se " marralhe " raramente se faz um bom negócio. E isso se pode constatar exactamente ao descobrir na "nova" Hammamet as lojas de preço fixo. Nestas lojas podemos encontrar exactamente as mesmas coisas da Medina tipica mas ao preço a que era suposto chegar na Medina " velha " depois de um longo processo de negociação.
A Medina na parte antiga, a norte de Hammamet

A Medina é por si um local muito interessante e uma visita obrigatória para quem vai à Tunisia. Apesar da " perseguição" movida pelos vendedores acabou por ter bastante piada ouvir algumas das suas expressões : " Português ?" " bacalao com batatas! " " sardinas ", " Cristiano Ronaldo" "Deco" etc. Muito embora não tenha qualquer interesse turistico, é interessante observar o cemitério local por trás da medina e perceber que, em obdiência à sua religião, as campas se encontram todas viradas na direcção de Meca. Assim é também nos restantes cemitérios espalhados pelo país.
A zona mais antiga de Hammamet, a norte
Fomos depois por diversas vezes a Hammamet Yasmin. É, sem dúvida, uma espécie de algarve Tunisino... semelhante talvez a Albufeira. Bastante agradável, com bastantes pessoas mas sem os apertos insuportáveis das noites algarvias. Passeamos pela Marina onde existe uma espécie de corredor com imensos restaurantes, com excelente aspecto.

Hammamet Yasmin

Em Yasmin podem ainda visitar, então, a nova Medina inserida num complexo de diversão ( Cartaghe Land, que é um parque de diversões em que o visitante é conduzido através da história das guerras entre Cartago e Roma, as guerras púnicas ), com diversos restaurantes e um museu. Aí, como aliás em muitos outros locais podem experimentar a famosa " chicha " ( cachimbo de àgua ) com tabaco ou outra erva aromática,como a menta. Aconselho vivamente esta última. O passeio por Yasmin pode ser efectuado a pé ou de charrete.
A medina em Hammamet Yasmin
Aqui faço o alerta que o guia nos fez : sempre que entrarem num taxi verifiquem se o taximetro é colocado em funcionamento. Caso não seja peçam expressamente para o activarem. Em duas situações os taxistas quiseram negociar o preço da corrida connosco. Como já tinhamos feito outras viagens com taximetro e vimos que o preço proposto estava dentro
do normalmente cobrado, atendemos. Mas deverá ser entendida como situação excepcional.

A Caminho do Deserto.....


Na segunda feira, dia 20 partimos às 06h e 15 m, para a excursão no Deserto do Sahara. Alerto já que é uma viagem de cerca de 1100 km, muito cansativa , feita em autobus, mas no fim o cansaço sentido é claramente suplantado por tudo aquilo que pudemos retirar desta viagem.

A primeira paragem foi no Coliseum de El Jem. À primeira vista lembra o Coliseu de Roma mas melhor conservado. Aí, segundo nos informou o guia, é necessário, em primeiro lugar, ter cuidado com os vendedores ambulantes cuja intenção não é tanto vender mas depois pedir dinheiro; em segundo lugar, convem esperar para fazer as compras mais a sul onde os preços são mais convidativos.



Segunda paragem foi para almoçar. Aqui o alerta. Esta excursão custou 100 euros por pessoa com transporte, dormida, almoços e jantar incluidos. No entanto, nos dois almoços, para além dos tipicos cuscus, foi-nos servido apenas frango e em quantidade claramente insuficiente.
O almoço foi num restaurante em Matmat,onde visitamos as famosas casas trogloditas do povo berbere. Estas casas são interessantissimas. Vale mesmo a pena. Informou-nos o guia que, apesar dos aturados esforços do governo para estas pessoas não sairem desta zona do país a verdade é que a maior parte não resiste ao sufocante isolamento das suas habitações. Nas fotografias podem ver o interessante contraste entre a falta de condições de habitabilidade e a tecnologia. Reparem que quase todas as casas têm antena parabólica e alguns dos seus habitantes renderam-se já ao uso do telemóvel.
Uma mulher berbere e o interior de uma casa troglodita
Entramos depois verdadeiramente no Deserto do Sahara para efectuar o passeio de camelo nos arredores da vila de Douz. Mal lá chegamos levantou-se uma enorme ( segundo os nossos parâmetros, porque para eles era nitidamente uma tempestadezita ) tempestade de areia ficando o corpo já suado e a própria boca cheia dos seus pequenos grãos. Durante o passeio cairam alguns pingos de chuva o que foi extremamente agradável para refrescar. O passeio não está incluido nos referidos 100 euros. Mas o preço ( 15 dinares = cerca de 8 euros ) é reduzido quando comparado ao prazer que se retira desta aventura. Andamos pelo deserto cerca de 30 minutos com a roupa tipica do povo bérbere.Foi fantástico!Recomenda-se.


Saliento apenas que é impressionante o permanente desafio que o Homem lança à natureza. Há cerca de 100 anos foi ali destruida, pela areia, a primitiva aldeia cujos escombros ainda se podem ver durante o passeio. Ainda assim, a insistência...nova aldeia contruida praticamente no mesmo sitio, sem que especiais cautelas tivessem sido tomadas.
Daí seguimos para o Hotel onde iríamos pernoitar. O edifício era interessante mas os quartos eram muito,muito fracos, especialmente a casa de banho. O calor durante a noite era insuprtável e muito embora houvesse equipamento de ar condicionado, este fazia tanto barulho que tê-lo ligado nos impedia de dormir tanto quanto o próprio calor impediria.

No dia seguinte a viagem, agora de regresso a Hammamet, conhecendo o país pelo interior ( a viagem para o deserto foi feita pelo litoral ) começou às 5 horas da manhã. Foi espetacular percorrer o Sahara, de noite, em Jeep 4x4, e ver ao longe os clarões dos trovões. Seguimos, então, de Jeep para as montanhas do Atlas, onde pudemos ver, após uma pequena escalada, algumas bonitas cascatas.Confesso que a imagem das escarpas àridas do Atlas, ao nascer do dia, ainda hoje está gravada na minha memória.

Aí claro, como de resto em todo o sitio, vão-se deparar, em cada canto com os vendedores de "souvenirs".

A próxima paragem foi em Tozeur para penetrarmos num verdadeiro óasis. A pequena visita é feita parcialmente de charrete (não está incluida pelo que tivemos que pagar, cada um, 5 dinares, ou seja, cerca de 3 euros ) e parte a pé. Aí tivemos um guia que nos explicou o processo de polinização das palmeiras : existem palmeiras fêmeas e palmeiras macho. Normalmente a polinização fica, tal como no resto das plantas, a cargo da própria natureza. Mas o Homem descobriu que com a sua intervenção podia quadriplicar a produção de fruto ( tamaras, que poderão ser encontradas à venda durante a visita.). Assim, é o próprio agricultor que se encarrega parcialmente desta polinização, transportando as sementes da palmeira macho para a palmeira fêmea.

Daí partímos para Kairouan, cidade património mundial da UNESCO, primeira cidade Islâmica do Maghreb e a quarta cidade Santa do Islão depois de Meca, Medina e Jerusalém. Aqui o que normalmente é mostrado é unicamente o Mausoleu Abu Zamaa Balaoui, porque a excursão ao deserto dura apenas dois dias e ainda faltam muitos km até chegar a Hammamet.




Seguimos então numa ainda longa viagem de cerca de 2 horas até Hammamet, obviamente, ponto último desta excursão.
Se quiserem ver algumas das fotos que tiramos acedam ao link indicado abaixo, escrevendo no espaço reservado para o efeito a seguinte password : viagens
http://www.kodakgallery.com/MyGallery.jsp?UV=788143420939_39973839512

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

LONDRES - 3 DIAS

Este ano decidimos ir passar o fim de semana da Páscoa com um casal amigo a Londres, aproveitando o facto de ser feriado na sexta feira imediatamente anterior. Tínhamos 3 dias para ver/rever Londres e por isso tivemos que elaborar ao pormenor um plano de visitas [ foi essencial ]. Para começar, decidimos e bem, ficar num hotel dentro da cidade. A localização escolhida foi boa - Marble Arch, que é uma zona de emigração, sobretudo árabe - porque ficava muito muito perto de Oxford Street. Alerto no entanto para o facto de à noite se tornar um bairro algo perigoso uma vez que o ambiente não é dos melhores; não aconselho, por isso, chegadas e saídas pela noite dentro. De facto, na última manhã que lá estivemos, pouco antes de virmos embora, vimos uma cena típica do "CSI", com recolha de impressões digitais e cenas de crime vedadas. Daí o meu conselho.

Marble Arch

Optamos por viajar numa companhia de " low cost " ( Ryanar ) e desde já digo para quem nunca experimentou : a diferença de preços é relevante e o serviço praticamente idêntico com a excepção do serviço de catering. Claro que a chegada foi um bocado mais complicada....um aeroporto apinhado de gente....alguma falta de organização na verificação dos passaportes e bilhetes de identidade e na condução das pessoas para os autocarros que nos haviam de levar a Londres [ o aeroporto de Stanstead, que é o aeroporto das low costs fica a cerca de uma hora da capital ]. A viagem de autocarro é um pouco longa mas dá para dormir um pouquito [ eu pelo menos dormi ]. Normalmente há à disposição de quem chega autocarros e comboios mas tudo depende da hora de chegada...como chegamos de madrugada só havia autocarros. De regresso, já fomos para o aeroporto de comboio...bastante agradável.


Na manhã seguinte começamos a caminhada bem cedo. E claro nada melhor do que beber um caffe late num dos "mil" Starbucks que existem em Londres. Muito bom e "very" típico. Caminhamos por Oxford Street e fomos atravessando algumas das suas perpendiculares e transversais. Descobrimos que existem vários serviços de "bus" sightseeing que valem mesmo a pena. Claro que tivemos que aguentar com os guias [ uma das empresas tinha até o percurso gravado em língua portuguesa ] mas recomendo até porque o bilhete de 24h permite sair em qualquer estação e apanhar mais tarde outro autocarro da mesma companhia.No bilhete vem ainda incluída uma viagem pelo rio Tamisa.


Oxford Street e o Bus Sightseeing

Visitamos Picadilly Circus com os seus fantásticos anúncios coloridos...sinceramente acho que estes anúncios são verdadeiros monumentos. À noite parece que Londres se concentra nesta praça com espécimes verdadeiramente raros de cidadãos, mas alguns vestidos a rigor.

Picadilly Circus

Passeamos por Trafalgar Square mesmo em frente ao "National Gallery". Quem já foi a Londres recorda-se de certeza de um sem número de pombos que andavam nesta praça e pousavam nos nossos braços e ombros. Actualmente continuam a existir mas em muito menor quantidade. E percebe-se logo porquê quando olhamos com mais atenção para os monumentos [ a sua preservação é que ditou esta verdadeira luta contra os pombos ]...estão cheios de picos " afasta pombos".

Trafalgar Square

Não pudemos deixar de visitar o imponente Palácio de Buckingham muito embora tenhamos perdido o render da guarda que actualmente se realiza todos os dias. Recomendo vivamente que façam um esforço para assistirem porque vale a pena [ já tinha visto há cerca de 15 anos atrás ].

Buckingham Palace

Passeamos junto ao rio " Thames "e, obviamente, junto ao famoso Big Ben e Westminster Abbey . Aí muito perto podem ver - ainda que de longe devido às fortes medidas de segurança - o "number 10" de Downing Street - residência do Primeiro Ministro [ há cerca de 15 anos atrás não existia o portão que hoje existe e podiamo-nos aproximar muito mais da porta ].

Big Ben

Estando aí resolvemos usufruir da tal viagem de subida do rio Tamisa que estava incluída nos bilhetes sightseeing . Vale a pena. Prestem atenção às margens e às pontes cuja beleza arquitectónica é de assinalar. De entre todas destaco obviamente a famosa London Bridge.

London Bridge



Visitamos o Museu Madame Tusseau . Tinha como já é usual uma fila de alguns metros para entrar, por isso aconselho que esta seja uma das visitas a realizar bem cedo pela manhã. O Museu é muito interessante....e há sempre algo para nos surpreender. Mesmo ao lado podem ainda ver ou visitar a Casa Museu de Sherlock Holmes.


Fomos até ao Tate Museum . É, de facto, a visita ideal para os grandes apreciadores de arte moderna, diria até, vanguardista [ perdõe-me a provável ignorância ]. À parte disso o próprio edifício inserido numa zona claramente menos desenvolvida de Londres - zona que é ou já foi fabril- é bastante interessante.


Entramos na Catedral de St. Paul. Magnifica. Tivemos a sorte de assistir a um homilia com cânticos fabulosos. Não percam.














Aconselho finalmente o Covent Garden Market . É estupendo...não deixem de ir. Tem de tudo e ainda por cima é possível assistir a fantásticos concertos e actuações circenses ao vivo. Depois seguimos para o Soho de Londres onde podem encontrar um sem número de restaurantes de comida asiática. Vale a pena.

Espetáculo em Covent Garden

Como o tempo era escasso não conseguimos fazer uma viagem pela famosa London Eye , construída no ano 2000 especialmente para a entrada do novo milénio. Provavelmente não devíamos ter deixado passar esta hipótese até porque uma grande amiga, que foi a Londres pouco tempo depois, experimentou e contou que é uma experiência magnifica.

London Eye


Para finalizar a viagem e já no último dia recomendamos um passeio pelo Hyde Park. Podem aproveitar para descansar um pouco das cadeiras que aí existem [ apesar de não haver nenhuma indicação nesse sentido o repouso é neste caso pago....há uma pessoa que nos aborda a solicitar o pagamento ]. Neste fantástico parque não deixem de fazer uma paragem no famoso Speakers Corner, onde podem assistir à partilha das ideias e teorias do comum cidadão londrino.




Hyde Park e o Speakers Corner







Se quiserem ver algumas das fotos que nós e os nossos amigos tiramos acedam ao link indicado abaixo, escrevendo no espaço reservado para o efeito a seguinte password : viagens
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domingo, 5 de agosto de 2007

COSTA RICA








Pelo especial significado que esta viagem assumiu para mim e para o meu marido ( íamos em lua de mel ) resolvi começar por ela.

Partimos para a Costa Rica no dia 25 de Setembro de 2005. A viagem foi obviamente muito demorada e cansativa, mas a chegada não foi muito melhor.....chovia imenso e as previsões apontavam para verdadeiros dilúvios em todo o país que já tinham, aliás começado. Uma vez na capital, São José da Costa Rica, e quando a chuva tinha abrandado resolvemos entrar na aventura de percorrer a pé uma cidade quase deserta que não conhecíamos....mesmo assim decidimos não ir muito longe porque a nossa coragem tem limites [ apesar de este país ter uma diminuta taxa de violência o que justifica alias a inexistência de exercito ]. Durante essa caminhada resolvemos, violando todos os alertas que nos haviam feito sobre a comida e as bebidas fora de hotéis, entrar naquilo que em Portugal [ ou no Porto ] se chamaria "tasca" ou taberna. A limpeza era, confesso, praticamente inexistente mas a comida e o sumo de frutas eram agradáveis. Foi-nos, então "apresentado" o prato nacional, o " galo pito " que mais não era do que feijão com arroz frito. Bastante bom até não descobríssemos nós durante a viagem que a propósito de tudo e de nada [ até ao pequeno almoço ] nos haviam de servir este petisco.

Da capital partimos para o Parque Nacional Tortuguero onde chegamos depois de uma longa viagem de barco por entre os verdejantes canais deste país. Ficamos instalados em quartos mesmo no meio da selva e eramos todos os dias acordados, por volta das seis da manhã, pelos grunhidos dos enormes macacos empoleirados nas árvores. Realizamos várias visitas, uma das quais, nocturna, para assistir ao desovar das tartarugas [ gigantes ]. Uma experiência única que recomendamos vivamente!!! Nessa mesma altura tivemos a inesperada oportunidade de ver pequeníssimas tartarugas saírem dos seus " ninhos" debaixo da areia e caminharem para o mar. Chegou mesmo a ser comovente [ era proibido tirar fotos por causa de uso do flash ]. Alertamos apenas para o forte calor e para a elevadíssima humidade que neste local se fazem sentir. Partam munidos de repelente de mosquitos.




Seguimos depois para o Vulcão Arenal [ http://www.arenaldirectory.com/?gclid=CMm90fnX3o0CFQ5FMAod4g4xaQ ]. A viagem para lá chegar foi péssima pois as estradas na Costa Rica eram, pelos menos na altura [ em que a aposta no turismo estava apenas a começar ], praticamente todas de terra batida. Uma viagem que normalmente demora duas horas levou-nos quase o dia inteiro a realizar. Muito cansativo! E aqui o aviso. Apesar da nossa agência de viagens ter uma longa experiência a verdade é que ainda não estava devidamente preparada para vender este destino. Isto porque desconhecendo a penosidade da viagem para o vulcão reservou-nos apenas um dia para aí ficarmos, dia esse que ficou praticamente perdido na viagem. O nosso conselho vai então para que reservem pelo menos dois dias para ver este vulcão ainda em actividade. Um outro conselho vai ainda para o hotel a escolher. Mais uma vez a nossa agência não esteve bem. Indicou-nos um hotel que há alguns anos era de facto o melhor hotel da região com vista directa para a lava a descer do vulcão. No entanto, a direcção da lava mudou e agora esse hotel, sendo embora mais barato, deixa a desejar em termos de vistas. Recomendamos por isso o " Tabacon".




Do vulcão partimos para a parte típica de lua de mel....o resort na Baía de Papagayo. Ficamos aí uma semana em regime de tudo incluído. Foi um pouco de tempo a mais, embora a experiência valha a pena. Avisamos apenas que a praia é quase inexistente pelo que tivemos mesmo de nos contentar, na maior parte das vezes, com a piscina. O tempo mostrou-se algo instável, com chuva em alguns momentos do dia, seguidos de sol bem quente. Quanto à comida....deliciosa. Recomendamos, para comer, a carne que lá se chama " rés "-simplesmente maravilhosa - e para beber os daikiri e as pinacoladas. Neste resort, como nos restantes, suponho, existe animação nocturna...tipo revista...




Daqui voltamos para São José porque tínhamos o voo à hora do almoço do dia seguinte. A viagem foi horrível até à capital. Os caminhos eram, como dissemos, horrorosos e o país enfrentava, na altura, enormes tempestades com derrocadas nas estradas. Passado este mau bocado e depois de uma revigorante noite de sono, levantamo-nos cerca das seis da manhã e fomos conhecer São José. É uma cidade tipicamente da América Central. Interessante. Aproveitamos para comprar as lembranças para trazer para Portugal no mercado que existe para o efeito. É bastante grande e os preços são muito convidativos..... cuidado com os entusiasmos!
O saldo final da viagem foi muito positivo, muito embora tenhamos chegado à conclusão que esta é uma viagem ideal para quem gosta muito de desporto aventura [ abundam as ofertas no parque Tortuguero e no Vulcão Arenal ].
Com interesse ver também :

Se quiserem ver algumas das fotos que tiramos acedam ao link indicado abaixo, escrevendo no espaço reservado para o efeito a seguinte password : viagens

Esclarecimento



A lógica deste site impunha que a descrição das viagens fosse efectuada por ordem cronológica. No entanto, e porque em muitas dessas viagens não tinha ainda comigo uma camara fotográfica digital, as fotografias que nessa altura recolhi terão de ser passadas para formato digital, o que requer algum tempo. Assim, inicialmente, irão apenas encontrar neste blog os relatos das viagens em que já tenho fotografias digitalizadas.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

E assim nasceu o blog......



Este blog nasceu da vontade de partilhar as experiências vividas ao longo de várias viagens realizadas por mim, por amigos e pela minha família , a quem desde já agradeço a inestimável colaboração. Ao longo do tempo pretendo dividir aquilo que foi sendo recolhido durante as viagens efectuadas dentro e fora de Portugal. Dedicarei um espaço especial às viagens e sítios visitados no nosso país, dando a conhecer o que de mais interessante vivenciei, quer a nível cultural, social, gastronómico e paisagístico. Espero que possam daqui retirar algumas ideias para as vossas férias ou fins de semana e bem assim que colaborem também partilhando as vossas próprias experiências.